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11 mai

Reconstrução facil de jovem que viveu há 9 mil anos na Grécia

História Ágrafa / Pré História Por: Jason Jr. Comentários

Uma equipe de cientistas formada por arqueólogos, endocrinologistas, ortopedistas, neurologistas, patologistas, radiologistas e liderada pelo ortodontista grego, Manolis Papagrigorakis, se reuniu para desenvolver uma pesquisa de reconstrução fácil junto com o arqueólogo e artista 3D sueco, Oscar Nilsson, especializado no processo de construção de rostos da Idade das Pedras.

Os estudos surgiram a partir de um crânio encontrado em 1993 na caverna de Theopetra na Tessália (Grécia Central). Desde a sua descoberta, os restos mortais, passaram por diversas análises e pesquisas cientificas, revelando alguns fatores importantes que influenciaram a reconstituição do seu rosto.

Foi descoberto que a ossada pertencia a uma mulher que viveu naquela região há 9 mil anos atrás, no Período Mesolítico e que sua altura aproximada era de 1,57 m, média comum para mulheres de 15 anos no mesmo período histórico, mas as pesquisas na arcada dentária apresentaram resultados diferentes, indicando que a mulher possuía 18 anos no momento da sua morte.

Por ter vivido no momento de transição entre os caçadores e coletores com os primeiros agricultores, a mulher recebeu o nome de Avgi, que em português significa “Aurora” ou “Alvorada”. Não sabemos quase nada sobre sua morte ou como de fato ela viveu, mas os cientistas acreditam que ela possivelmente era anêmica ou tinha escorbuto. E sabemos que sua expressão de raiva ou de dor e com feições masculinas é característica da época.

 Avgi

Com a pesquisa realizada em 2010, para a reconstrução facial de uma menina ateniense de 11 anos, nomeada de Myrtis, que viveu no século 5 a.C. Os pesquisadores chegaram a conclusão de que a estrutura facial foi sendo suavizada ao longo da evolução humana, hoje temos menos feições masculinas, tanto homens quanto mulheres tem estruturas menos robustas.

Com a evolução da tecnologia 3D e devido a estudos deste tipo, alguns cientistas conseguem trabalhar em suas pesquisas e apresentar resultados impressionantes, aproximando seus resultados cada vez mais a realidade de seus objetos de pesquisa, como o caso da face de uma antiga rainha Peruana ou o rosto de Maria Madalena refeito por uma equipe de brasileiros a partir de um crânio que foi atribuído a personagem bíblica.

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