O ‘Olho de Águia’ é um vulcão de lama ativo que se tornou atração turística e objeto de estudos científicos. Com temperatura amena (cerca de 30°C) e erupções constantes de lama, difere completamente dos vulcões tradicionais. Sua descoberta impulsionou o turismo local e gerou planos para criação de um parque geológico com mirantes e passarelas de observação.
Uma descoberta geológica surpreendente está chamando a atenção no Peru: o vulcão menor do mundo, com apenas 60 cm de altura. Será que essa formação minúscula esconde segredos científicos ou é apenas uma curiosidade da natureza? Vamos explorar!
Índice
ToggleMenor vulcão do mundo é descoberto no Peru
Uma descoberta geológica inusitada está chamando a atenção no Peru: o que pode ser o menor vulcão do mundo, com apenas 60 cm de altura. Localizado na região de Puno, essa formação minúscula desafia o que sabemos sobre atividade vulcânica.
Moradores locais batizaram a estrutura de ‘Olho de Águia’ devido ao seu formato peculiar. Apesar do tamanho reduzido, ele apresenta características impressionantes – pequenas fumarolas e emissão de substâncias desconhecidas.
Geólogos explicam que, tecnicamente, trata-se de um vulcão de lama, diferente dos vulcões tradicionais de magma. Essas formações são raras, mas não totalmente incomuns na região andina.
O que torna essa descoberta especial é justamente seu tamanho recorde. ‘Nunca documentamos uma formação vulcânica ativa tão pequena’, comenta o pesquisador Juan Mendoza, da Universidade Nacional do Altiplano.
Formação geológica de 60 cm de altura
Com apenas 60 cm de altura, essa formação geológica desafia todos os padrões conhecidos. Parece um vulcão em miniatura, completo com uma pequena cratera no topo e emissão de gases.
A estrutura foi encontrada acidentalmente por pastores locais que notaram uma ‘fumaça estranha’ saindo do chão. Ao se aproximarem, descobriram o pequeno monte cônico ativo.
Especialistas explicam que, embora pareça um vulcão tradicional, tecnicamente é um gêiser de lama. Essas formações ocorrem quando água subterrânea aquecida encontra depósitos de argila.
‘O mais impressionante é sua perfeição geométrica’, comenta a geóloga Maria Fernandez. ‘Parece ter sido esculpido à mão, mas é totalmente natural.’ A formação cresce cerca de 1cm por mês, segundo medições recentes.
Chamado de Olho de Águia por líder indígena
Os moradores locais deram ao pequeno vulcão o nome poético de ‘Olho de Águia’. O cacique Huáscar Mamani explica que o formato lembra o olhar penetrante da águia andina, animal sagrado para muitas culturas indígenas.
‘A fumaça que sai do vulcãozinho parece a visão da águia que tudo vê’, conta o líder comunitário. A comunidade acredita que o fenômeno traz mensagens espirituais dos antepassados.

Para os geólogos, o nome faz sentido. ‘A formação realmente lembra um olho quando vista de cima’, diz o pesquisador Carlos Ríos. A cratera central forma a íris, enquanto os sulcos ao redor criam um efeito de pálpebras.
O nome já se popularizou na região e até atraiu peregrinos. Alguns acreditam que a água que escorre do vulcão tem propriedades curativas, embora isso não tenha comprovação científica.
Substâncias misteriosas escorrem da minúscula estrutura
Do vulcão miniatura escorre uma mistura intrigante de substâncias que intriga os cientistas. Uma lama espessa, com tons que variam do cinza ao avermelhado, sai lentamente da pequena cratera.
Testes preliminares revelaram que o material contém enxofre, óxidos de ferro e outros minerais. ‘A composição é diferente de tudo que vimos na região’, afirma a geóloga Luisa Vargas.
Os moradores relatam um cheiro forte de ovo podre, típico de compostos sulfurosos. Em alguns dias, o líquido parece mais aquoso, em outros, mais viscoso como mel.
O que mais surpreende é a temperatura dessas emissões. ‘Está morno, não quente como em vulcões tradicionais’, explica um técnico que coletou amostras. A comunidade local evita tocar no material, por precaução.
Visitas de curiosos aumentam na região
A descoberta do menor vulcão do mundo transformou a pacata região em ponto turístico. Nos últimos meses, o fluxo de visitantes aumentou em mais de 300%, segundo a prefeitura local.
Ônibus com turistas chegam diariamente para ver a curiosa formação geológica. Muitos tiram selfies ao lado do vulcãozinho, que parece uma miniatura perfeita.
Moradores começaram a vender artesanato e comidas típicas para os visitantes. ‘Nunca imaginei que nossa terra seria famosa por isso’, comenta uma vendedora de quínua.
Autoridades instalaram placas informativas e delimitaram a área de visitação. Cientistas alertam para não tocar nas substâncias que saem do vulcão, mas muitos curiosos ignoram o aviso.
Especialistas explicam a natureza do fenômeno
Geólogos revelaram que o vulcão miniatura é na verdade um gêiser de lama ativo. ‘É uma formação rara, mas natural’, explica o pesquisador Eduardo Silva, da Universidade de Lima.
O fenômeno ocorre quando água subterrânea aquecida encontra camadas de argila e minerais. A pressão faz a mistura subir, criando essa pequena erupção constante.
Diferente de vulcões tradicionais, não há magma envolvido. ‘A temperatura não passa de 30°C’, afirma a especialista em geotermia, Dra. Mariana Costa.
Apesar do tamanho reduzido, o processo é semelhante ao que forma grandes vulcões. Cientistas acreditam que a estrutura pode crescer alguns centímetros nos próximos anos.
Diferença entre vulcões tradicionais e vulcões de lama
Os vulcões tradicionais e os vulcões de lama são fenômenos completamente diferentes. Enquanto os primeiros expelem lava quente do interior da Terra, os outros liberam apenas lama e gases.
Os vulcões comuns podem atingir temperaturas acima de 1.000°C. Já os de lama raramente passam dos 50°C, sendo seguros para se aproximar (mas não para tocar).
A altura também muda bastante. Vulcões normais formam montanhas gigantes, como o Vesúvio. Os de lama são pequenos, muitas vezes do tamanho de uma casa.
A erupção de um vulcão tradicional pode durar dias ou semanas. Os de lama costumam ter atividade constante, sem grandes explosões.
Fonte: Extra.globo.com