O crime de agressão é um dos mais graves no Direito Internacional, ocorrendo quando um Estado usa força armada contra a soberania de outro. A invasão dos EUA à Venezuela, segundo a ex-juíza do TPI Sylvia Steiner, se enquadra nesse crime. O subsequente julgamento de Maduro nos EUA é considerado uma fachada política, sem base jurídica legítima.
Índice
ToggleO que diz o Direito Internacional sobre invasões de países soberanos
O Direito Internacional é bem claro sobre isso. Ele protege a soberania dos países, ou seja, o direito de cada nação governar seu próprio território sem interferência externa. A invasão de um país por outro, sem uma justificativa muito forte, é considerada um ato de agressão.
Essa regra está na Carta das Nações Unidas, que é como a ‘constituição’ do mundo. O artigo 2.4 diz que os Estados devem evitar o uso da força contra outros. Só existem duas exceções principais para uma invasão ser considerada legal.
A primeira é a legítima defesa. Se um país sofre um ataque armado, ele pode se defender. Mas a resposta precisa ser proporcional e imediata. A segunda exceção é uma autorização do Conselho de Segurança da ONU. Esse conselho pode aprovar o uso da força para manter a paz mundial.
Fora desses casos, invadir outro país é uma violação grave. A ex-juíza Sylvia Steiner, que trabalhou no Tribunal Penal Internacional, explica bem. Ela diz que o crime de agressão é um dos mais sérios. Ele acontece quando um líder planeja ou executa um ato de força contra a soberania de outro Estado.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) pode julgar esses crimes desde 2018. Mas há um detalhe importante. O TPI só age se o país agressor ou o país atacado tiver aceitado sua jurisdição. Ou se o Conselho de Segurança da ONU encaminhar o caso.
No caso da Venezuela, nenhuma dessas condições se aplica. Os Estados Unidos não são parte do Estatuto de Roma, que criou o TPI. A Venezuela também não aceitou a jurisdição do tribunal para crimes de agressão. Por isso, um julgamento formal no TPI seria difícil, mas a análise legal do ato permanece.
Em resumo, o Direito Internacional vê a invasão como um ato proibido. É uma ameaça à paz e à segurança global. A comunidade internacional condena essas ações para tentar evitar guerras e proteger os países mais fracos.
Por que o julgamento de Maduro nos EUA seria considerado de fachada
O termo ‘julgamento de fachada’ é usado quando um processo judicial não é justo. Ele parece legal por fora, mas por dentro está viciado. No caso de Nicolás Maduro, especialistas apontam vários problemas que levam a essa classificação.
Primeiro, há uma questão de jurisdição. Jurisdição é o poder de um país aplicar suas leis. Os EUA acusam Maduro por crimes ligados ao narcotráfico. No entanto, os supostos crimes teriam acontecido na Venezuela, não em solo americano.
O Direito Internacional geralmente exige um vínculo real para um país julgar um estrangeiro. Por exemplo, se o crime afetou diretamente seu território ou seus cidadãos. A acusação dos EUA tenta criar esse vínculo, mas muitos juristas veem isso como um estiramento da lei.
Outro ponto crucial é a imunidade de chefes de Estado em exercício. Líderes de países soberanos geralmente têm proteção contra processos em tribunais de outras nações. Isso evita conflitos internacionais e garante as relações diplomáticas.
Processar um presidente em exercício, como Maduro era na época, quebra essa regra básica. A ex-juíza Sylvia Steiner destaca isso. Ela diz que o processo parece mais uma ferramenta política do que uma ação jurídica legítima.
Além disso, Maduro não teria um julgamento justo nos EUA. O sistema judicial americano é independente, mas o clima político é hostil. As acusações foram feitas por um governo que tinha claramente o objetivo de mudar o regime na Venezuela.
Isso cria uma presunção de parcialidade. Ou seja, parece que o resultado já está decidido antes do julgamento começar. Um processo justo precisa de neutralidade, e isso parece faltar aqui.
Por fim, há o contexto do crime de agressão. Se a invasão dos EUA à Venezuela é ilegal, então um julgamento que surge dessa invasão também é questionável. É como se a base de toda a ação já fosse uma violação do direito.
Fonte: Consultor Jurídico


![{"prompt":"Ensino da democracia sera incluido nas escolas brasileiras a partir de 2025","originalPrompt":"Ensino da democracia sera incluido nas escolas brasileiras a partir de 2025","width":1280,"height":720,"seed":0,"model":"nanobanana-pro","enhance":false,"negative_prompt":"undefined","nofeed":false,"safe":false,"quality":"medium","image":[],"transparent":false,"audio":false,"isMature":false,"isChild":false,"trackingData":{"actualModel":"nanobanana-pro","usage":{"completionImageTokens":1120,"promptTokenCount":599,"totalTokenCount":1967}}}](https://historiaestudio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/556e4e6f-d223-4a0b-8f15-40e6dc91730b.jpg)
![{"prompt":"faca arqueologos descobrindo um monumento Maia ","originalPrompt":"faca arqueologos descobrindo um monumento Maia ","width":1280,"height":720,"seed":0,"model":"nanobanana-pro","enhance":false,"negative_prompt":"undefined","nofeed":false,"safe":false,"quality":"medium","image":[],"transparent":false,"audio":false,"isMature":false,"isChild":false,"trackingData":{"actualModel":"nanobanana-pro","usage":{"completionImageTokens":1120,"promptTokenCount":591,"totalTokenCount":2014}}}](https://historiaestudio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/1d2849a7-99a4-4fea-91e8-e1489146fb30.jpg)
![{"prompt":"Venezuela com fronteiras fechadas com o Brasil","originalPrompt":"Venezuela com fronteiras fechadas com o Brasil","width":1280,"height":720,"seed":0,"model":"nanobanana-pro","enhance":false,"negative_prompt":"undefined","nofeed":false,"safe":false,"quality":"medium","image":[],"transparent":false,"audio":false,"isMature":false,"isChild":false,"trackingData":{"actualModel":"nanobanana-pro","usage":{"completionImageTokens":1120,"promptTokenCount":589,"totalTokenCount":1965}}}](https://historiaestudio.com.br/wp-content/uploads/2026/01/de0268ca-e6dc-44e3-a6b3-f9e4e334949d.jpg)

